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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E SOCIAL NO TRABALHO: o que ainda insistimos em ignorar no mundo corporativo

“O bem-estar na vida obtém-se com o aperfeiçoamento da convivência entre as pessoas.”
(Texto judaico)

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Se a espécie humana observasse com mais atenção o comportamento do mundo animal, provavelmente seria mais racional, menos egoísta e, como consequência, mais produtiva e mais feliz.
No mundo corporativo, essa constatação é ainda mais incômoda.

Na natureza, a sobrevivência raramente é individual. Ela depende de cooperação, confiança e senso de grupo. Já nas organizações, apesar de discursos sofisticados sobre colaboração e trabalho em equipe, ainda prevalecem estruturas que estimulam o individualismo, a competição interna e a proteção de territórios.

Falamos muito sobre pessoas. Mas continuamos agindo como se emoções não existissem.

O que o mundo animal ensina sobre trabalho em equipe

No reino animal, a lógica é simples: ou o grupo funciona, ou todos perdem.

  • Formigas mostram organização extrema, disciplina e foco absoluto no bem coletivo.
  • Abelhas operam com papéis claros, liderança funcional e propósito comum.
  • Pássaros seguem regras de convivência e proteção mútua durante o voo em formação.
  • Peixes organizam-se em cardumes para reduzir riscos e aumentar a sobrevivência.

Nenhuma dessas espécies prospera porque um indivíduo “brilha mais que os outros”.
Elas prosperam porque o objetivo do grupo está acima do ego individual.

O erro histórico das empresas: a supervalorização do QI

Até o final dos anos 1980, o principal critério de contratação e promoção nas empresas era o QI – Quociente de Inteligência. Testes cognitivos eram utilizados como se fossem indicadores suficientes de sucesso profissional.

Com o tempo, pesquisas demonstraram que o QI responde por menos de 20% do sucesso na vida e na carreira. O resultado foi previsível: organizações repletas de profissionais tecnicamente brilhantes, mas emocionalmente imaturos — os famosos “idiotas inteligentes”.

Gente que sabe muito, mas convive mal.
Que decide rápido, mas escuta pouco.
Que entrega resultados no curto prazo, mas deixa rastros de desgaste humano.

O surgimento da Inteligência Emocional

Foi nesse contexto que, em 1990, o conceito de Inteligência Emocional foi definido academicamente pelos psicólogos Peter Salovey e John D. Mayer. Poucos anos depois, o tema ganhou projeção global graças a Daniel Goleman, que popularizou o conceito em seu livro publicado em 1995.

A Inteligência Emocional pode ser entendida como a capacidade de:

  • reconhecer as próprias emoções,
  • compreender as emoções dos outros,
  • e usar essas informações para orientar pensamentos, decisões e comportamentos.

Hoje, ela é considerada uma das competências centrais da liderança moderna.

Inteligência Emocional na prática: menos teoria, mais consciência

A Inteligência Emocional parte de um princípio simples, porém poderoso:
o cérebro acredita nas mensagens que recebe.

Alguns comportamentos ajudam a administrar emoções de forma mais consciente:

  • Mudança de valor: reduzir a carga emocional atribuída a eventos negativos.
  • Ressignificação: aprender com o fato e focar na solução, não no problema.
  • Linguagem positiva: palavras moldam emoções, decisões e resultados.
  • Propósito claro: emoções se reorganizam quando existe um “porquê”.
  • Postura corporal: o corpo influencia a mente — como demonstram estudos de Amy Cuddy.

Não se trata de “pensamento positivo”, mas de autorregulação emocional aplicada à realidade.

Inteligência Social: a competência invisível que diferencia líderes

A partir do desenvolvimento da Inteligência Emocional, surge outra competência igualmente decisiva: a Inteligência Social, também chamada de Inteligência Interpessoal.

Ela representa a capacidade de:

  • compreender dinâmicas emocionais,
  • ler contextos sociais,
  • administrar conflitos,
  • e construir relações de confiança.

Seus pilares incluem:

  • comunicação verbal eficaz,
  • comunicação não verbal consciente,
  • empatia genuína,
  • autoapresentação coerente,
  • assertividade equilibrada.

É essa competência que separa gestores funcionais de líderes que engajam.

Por que Inteligência Emocional e Social são decisivas no mundo corporativo

Organizações modernas já entenderam que resultados sustentáveis não vêm apenas de conhecimento técnico. Eles dependem da capacidade de:

  • trabalhar em equipe,
  • construir confiança,
  • lidar com conflitos de forma madura,
  • liderar pessoas em ambientes complexos e ambíguos.

Cada vez mais, empresas buscam profissionais que sabem converter competências emocionais e sociais em performance coletiva.

Uma reflexão final para líderes e organizações

Quais são as organizações que você conhece que ainda contratam e promovem apenas com base em QI?

Elas sobreviverão em um mundo que exige colaboração, empatia e inteligência relacional?

Gostou deste artigo?

Se quiser aprofundar o tema da Inteligência Emocional e Social aplicada à liderança, ao mundo corporativo e à vida executiva, será um prazer conversar.

Walter Serer
Mentor Executivo | Coach | Conselheiro

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