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O PARADOXO DAS COMPETÊNCIAS: por que executivos altamente preparados ainda fracassam na liderança

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O sucesso em qualquer campo — especialmente nos negócios — depende de trabalhar com pessoas, não contra elas.”
(Keith Ferrazzi, autor de Nunca Almoce Sozinho)

Durante décadas, o mundo corporativo reforçou uma crença quase absoluta: quem domina o conhecimento técnico chega ao topo. MBA, especializações, idiomas, certificações, domínio financeiro, estratégico e tecnológico — tudo isso parecia formar a equação perfeita para o sucesso executivo.

Mas a prática mostra outra realidade.

Lembro-me claramente dos anos 80, quando cursava pós-graduação na FGV. Na primeira aula de Teoria Geral da Administração, o professor lançou uma pergunta simples e provocadora: Qual é o fator mais importante para um profissional chegar ao C-Level?”

Após quase duas horas de debate intenso, as respostas convergiam para o óbvio da época: conhecimento técnico. Ao final, o professor encerrou com uma frase que ecoa até hoje: “Vocês estão errados. Conhecimento técnico é obrigação. O que leva alguém ao topo é a capacidade de se relacionar com pessoas.”

Décadas depois, essa afirmação não apenas permanece verdadeira — ela se tornou ainda mais crítica.

Hard Skills continuam essenciais — mas já não são suficientes

Vivemos um tempo de mudanças aceleradas. A obsolescência profissional não acontece mais em décadas, mas em poucos anos — às vezes meses.

É inegável:

  • estudar continuamente
  • acompanhar tendências
  • ler, aprender, reciclar
  • investir em formação técnica

Tudo isso é condição mínima de sobrevivência profissional.

Não por acaso, executivos globais leem em média dezenas de livros por ano. E, como já dizia Benjamin Franklin:

Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros.”

Mas aqui surge o ponto central:
competência técnica não garante liderança eficaz.

O verdadeiro divisor de águas: Hard Skills × Soft Skills

Hoje chamamos competências técnicas de Hard Skills:

  • conhecimento especializado
  • tecnologia
  • processos
  • métodos
  • indicadores

São mensuráveis, replicáveis, previsíveis.

Já as Soft Skills pertencem a outro território:

  • comportamento
  • emoções
  • relações humanas
  • percepção
  • contexto

São situacionais, práticas, vivenciais e profundamente humanas.

Assim como o conceito oriental do Yin e Yang, hard e soft skills não competem — se complementam. O problema surge quando uma existe sem a outra.

As Soft Skills que realmente sustentam líderes

Na prática da mentoria e do coaching executivo, algumas habilidades aparecem de forma recorrente como determinantes:

  • Empatia – compreender a perspectiva do outro
  • Comunicação – escutar de verdade e comunicar com clareza
  • Autoconhecimento – reconhecer limites, vieses e padrões
  • Criatividade – questionar, ousar, aprender com erros
  • Organização mental – clareza em meio à complexidade
  • Negociação – buscar convergência, não vencedores
  • Engajamento – compromisso genuíno com o coletivo
  • Humildade – aprender, ensinar e reaprender continuamente

Essas habilidades não aparecem em planilhas, mas determinam resultados.

O paradoxo dos executivos brasileiros

Segundo Betania Tanure, no prefácio do livro A Arte e a Ciência do Coaching (Marilyn Atkinson), o retrato da liderança no Brasil revela um paradoxo inquietante:

  • 15% possuem apenas soft skills

Como um urso no topo da árvore: ninguém sabe como chegou lá — mas todos sabem que vai cair.

  • 68% dominam apenas hard skills

Extremamente preparados tecnicamente, mas agem como um elefante em loja de cristais ao lidar com pessoas.

  • Apenas 7% equilibram hard e soft skills

São esses que realmente lideram, transformam e conduzem organizações no longo prazo.

Os números falam por si.

E a pergunta inevitável: como desenvolver Soft Skills?

Não existe MBA que “ensine” empatia.
Não há curso rápido que gere maturidade emocional.

O desenvolvimento de soft skills começa, quase sempre, por um gatilho:

  • uma demissão inesperada
  • uma promoção perdida
  • conflitos recorrentes
  • isolamento no topo
  • perda de sentido na carreira

É nesse ponto que entram:

  • autoconhecimento estruturado
  • leitura reflexiva
  • observação de bons e maus exemplos
  • networking consciente
  • processos consistentes de coaching e mentoria

Soft skills não se aprendem em teoria — se constroem em processo.

O papel do coaching e da mentoria executiva

Na prática, coaching e mentoria não “ensinam fórmulas”.
Eles criam espaços seguros de reflexão, onde líderes podem:

  • confrontar crenças limitantes
  • ampliar consciência
  • desenvolver repertório relacional
  • alinhar competências com comportamento
  • sustentar decisões mais humanas e estratégicas

É nesse espaço que o potencial técnico finalmente encontra direção, impacto e longevidade.

E daí…

O profissional do futuro — e do presente — não é aquele que sabe mais, mas aquele que:
  • aprende continuamente
  • se relaciona melhor
  • influencia com consciência
  • lidera com equilíbrio
  • constrói resultados através das pessoas
O verdadeiro diferencial competitivo hoje é humano.

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