Nem toda decisão precisa ser apagada — algumas só precisam ser compreendidas com o tempo.
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A metáfora
Na praia da vida profissional, uma mulher caminhava deixando profundas pegadas na areia molhada.
Cada passo representava uma decisão tomada ao longo da carreira. Algumas leves, quase intuitivas. Outras pesadas, tomadas sob pressão, medo ou expectativa alheia.
Ao olhar para trás, via o rastro de sua trajetória estendendo-se pela costa.
Havia pegadas firmes e alinhadas com seus valores. Outras tortas, hesitantes, fruto de concessões feitas para agradar, sobreviver ou simplesmente não perder espaço.
Essa mulher poderia ser qualquer executiva experiente.
Ou alguém em transição de carreira.
Ou uma líder que, depois de anos tomando decisões pelos outros, finalmente começa a revisitar as próprias.
Em determinado momento, o peso dessas marcas se tornou evidente.
Algumas decisões passaram a incomodar mais do que deveriam:
uma promoção aceita cedo demais,
um cargo mantido por tempo excessivo,
um silêncio estratégico que custou caro,
uma escolha feita mais por medo do que por convicção.
Instintivamente, tentou voltar para apagar algumas dessas pegadas — como muitos profissionais fazem ao tentar “corrigir” o passado com arrependimento, autocobrança excessiva ou negação.
Mas então percebeu que a maré começava a subir.
As ondas avançavam lentamente sobre a areia, suavizando algumas marcas antigas antes de apagá-las por completo. Outras permaneciam, menos profundas, menos dolorosas.
A água não julgava quais decisões mereciam permanecer ou desaparecer.
Ela simplesmente seguia seu curso.
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O que essa metáfora nos ensina no mundo corporativo
No ambiente corporativo, somos treinados a decidir rápido, justificar sempre e raramente revisar emocionalmente nossas escolhas.
O problema não está nas decisões erradas — elas são inevitáveis.
O problema está na fixação emocional nelas.
Em processos de mentoria e coaching executivo, é comum encontrar líderes presos a “pegadas antigas”:
- decisões que hoje fariam diferente
- erros que já não têm impacto real, mas continuam ocupando espaço mental
- culpas que corroem a autoconfiança
- narrativas internas rígidas sobre sucesso e fracasso
O tempo, quando bem compreendido, atua como a maré.
Ele não apaga fatos, mas transforma significado.
Liderança madura não é sobre ter feito tudo certo.
É sobre ter aprendido o suficiente para não repetir os mesmos padrões — e, principalmente, não carregar pesos desnecessários.
Mentoria não apaga o passado — ressignifica
Um dos papéis mais importantes da mentoria executiva não é corrigir decisões antigas, mas ajudar o líder a:
- entender o contexto em que decidiu
- reconhecer os aprendizados adquiridos
- separar erro de identidade
- transformar culpa em consciência
Quando isso acontece, as pegadas continuam lá — mas deixam de doer.
O líder amadurece quando percebe que:
não é o rastro perfeito que constrói autoridade,
mas a capacidade de seguir caminhando com mais clareza.
O risco de caminhar olhando apenas para trás
Há executivos tecnicamente brilhantes que travam por excesso de retrospectiva emocional.
O passado vira âncora, não aprendizado.
A maré do tempo só cumpre seu papel quando o profissional permite que ela atue — quando aceita que algumas marcas não precisam ser defendidas nem combatidas.
Elas apenas existem.
E isso é libertador.
Exercício prático (para líderes e executivos)
- Escreva cinco “pegadas” importantes da sua trajetória profissional — decisões que ainda ocupam espaço emocional.
- Ao lado de cada uma, responda:
- Em que contexto essa decisão foi tomada?
- O que eu sabia (e não sabia) naquele momento?
- O que o tempo me ensinou sobre ela?
- Finalize com a pergunta:
- Se essa decisão não definisse quem eu sou, o que ela poderia me ensinar?
Esse exercício, simples e poderoso, costuma gerar insights profundos em processos de coaching e mentoria.
E daí…
O tempo não apaga decisões.
Ele as transforma — se permitirmos.
Na liderança, como na vida, maturidade não é ausência de pegadas tortas.
É caminhar com consciência suficiente para não tropeçar nelas novamente.
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